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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

[Review] The Devil Wears Prada - Dead Throne (2011)


O The Devil Wears Prada é, sem dúvida, hoje uma das principais bandas de Metalcore.

Ainda assim, confesso que TDWP nunca chegou a ser uma das minhas bandas preferidas. Se quer conseguia ouvir um álbum inteiro deles. Até que uma atitude inusitada, em 2010, me fez voltar olhos e ouvidos totalmente para a banda que, lançou um excelente EP chamado"Zombie", que acompanhava uma revista em quadrinhos, ambos abordando uma história apocalíptica dos mortos-vivos. Alguns "crentes" mais conservadores podem até ter torcido o nariz, mas eu curti muito o material!

Esse ano (2011), através de uma nova gravadora (Road Runner), a banda resolveu lançar um novo álbum na mesma linha do EP. Surgiu daí "Dead Throne", na minha opinião, o melhor trabalho do TDWP, logo atrás de "Zombie".

A linha sonora está mais atraente, com muito mais pedal duplo, breakdowns, riffs criativos (e não coisas repetitivas como nos álbuns anteriores). James Baney "abusando" na medida certa de teclados e sintetizadores, Daniel Williamsquebrando tudo na bateria, e Mike provando-se um dos melhores vocalistas atuais do gênero, alternando seu gutural com o scream. Ah, e Jeremy DePoyster fazendo um ótimo trabalho com vocais limpos.

Destaques para a faixa-título, "Dead Throne", que inicia o petardo já de forma destruidora! Merecia um video-clipe, sendo esta uma das melhores faixas do álbum, e com certeza, uma das melhores músicas do ano!

"Mammuth" é uma das minhas preferidas também! Ótimo jogo de vocais e alternâncias. O início dela ´a la Slipknot´ já prende o ouvinte desde então!

"My Questions" tem um dos melhores refrões do álbum!
"Born To Lose" (que ganhou um clipe) também merece destaque. Os vocais limpos de Jeremy realmente melhoraram muito desde "Zombie", não soando mais aquela coisa exageradamente melódica de outrora.

"Kansas" é uma faixa instrumental, muito bem liderada pelos guitarristas Chris Rubey e Jeremy.

Sem dúvidas, um dos melhores lançamentos do ano! E para aqueles que ainda tem dúvidas quanto ao nome da banda, a mesma deriva-o de uma mentalidade antimaterialista, como indicado pelo vocalista Mike Hranica:

"É o mesmo conceito das nossas letras "esmeraldas não seguram nenhuma esperança" e muitos outros. O que nós acreditamos é que ela quer dizer que as posses não importam para nada e um dia todos vão perceber que isso é verdade. Quando estivermos diante de Deus, ele não quererá saber do seu cachecol Prada ou dos seus sapatos Gucci ou qualquer outra coisa. É um raciocínio cristão para o nome, nós não o escolhemos para tentar de estar na moda ou o que quer que seja."

E por falar nisso, as letras de "Dead Throne" estão simplesmente fantásticas! Com um direcionamento mais centrado na visão cristã dos membros, mesmo quem não curte a banda, vai gostar das composições dos caras. Ponto pra eles!

Agora, é esperar que TDWP continua nessa linha (tanto sonora quanto escrita), pois tem tudo para crescer ainda mais!

NOTA: 5/5

[Review] The Devil Wears Prada - Zombie "EP" (2010)


Eu sempre tive o seguinte pensamento: quem lê quadrinhos, curte rock; e quem curte rock lê quadrinhos. Eu sou colecionador de quadrinhos e, óbvio, nem preciso dizer qual é o meu estilo musical. Claro, o seguinte pensamento não é uma regra, mas se pararmos para analisar, 90% dos headbangers está incluido nesse pensamento.

Se ligando nisso, o The Devil Wears Prada inovou, e junto com seu novo EP,"Zombie" (titulo bem curioso e até esquisito para alguns), lançou um gibi, com o mesmo nome, contando as aventuras dos integrantes da banda numa terra apocaliptica, dominada por zumbis.

"Eu estava curtindo muito o tema na época. A gente estava na Europa em turnê e eu estava lendo muito Max Brooks – ou pelo menos “World War Z” e “The Zombie Survival Guide” e na mesma noite a banda ia assistir o filme “Zombieland”, eu não sei ao certo de onde veio a idéia, crescendo eu nunca fui muito ligado em zumbis ou em revistas, mas eu pensei “e se a gente gravasse uma música com o tema zumbi?”E quando eu levei a idéia pro texto da banda, eles falaram “Vamos gravar cinco músicas. Vamos fazer um EP…” é apenas uma saída criativa nossa e não precisa ser nada sério ou regular como um full-length. Os zumbis estão bem assustadores, cheios de detalhes, assim como vocês já deveriam esperar. Ter um bom ilustrador é o primeiro passo para desenhar os integrantes. Acho que essa é uma boa idéia para alcançar o maior número de pessoas possíveis. Espero que muitas pessoas acabem vendo ela." - explicou o vocalista Mike Hranica.

Sem dúvida é uma idéia diferente e que vai levantar polêmica de algumas partes. No entanto, não deixa de ser uma novidade e uma proposta interessante, como disse Mike, para alcançar maiores massas.

E tocando na questão do instrumental, devo dizer que gostei muito do trabalho. A banda se puxou. Mike tem um vocal poderoso, e ele sabe "brincar" entre o gutural e o scream.

Em todas as 5 faixas, a banda manteve o ritmo e a energia e conseguiu realizar um trabalho excepcional, com muito peso e agressividade, mas sem perder a melodia.
E devo confessar: gostei mais deste EP do que qualquer outro full-light lançado pelos caras. Destaque para as faixas "Anatomy" e "Revive", esta última que em seu miolo tem um instrumental melódico, executado perfeitamente pelo tecladistaJames Baney, que casa muito bem com a agressividade imposta na mesma. Claro, não esquecendo do batera Daniel Williams, que é quem dá o contraste dessa brutalidade apocaliptica em todas as faixas.

A questão é: as letras das músicas acompanham a história da HQ?

"Não, nada disso. As músicas no EP tem um tema próprio, mas nenhuma delas tem associação com alguma coisa na HQ. Acho que a gente poderia ter colocado algumas letras, mas acabamos optando por uma outra estória completamente diferente. O roteiro da HQ e suas ilustrações tinham que ter uma identidade própria. A estória não bate muito com as letras, mas as músicas entre si tem seu significado próprio dentro do EP."

A revista foi escrita por JL Bourne, autor de ‘Day by Day Armageddon – A Zombie Novel’, e conta a história de cinco soldados (os cinco integrantes da banda), armados com um arsenal de alta tecnologia, em uma perigosa e ultra-secreta missão dentro de um mundo cheio de zumbis. A arte foi feita por Kevin Mellon, que fez o livro “GEARHEAD”.

Fica a critério de cada um dar a sua opinião sobre essa novidade. De minha parte, um dos melhores trabalhos de 2010 até agora, pelo menos no quesito metalcore.

A seguir a nota, e abaixo, alguma imagens da HQ:

NOTA 5/5



[Review] The Devil Wears Prada - Plagues (2007)


Se tem um movimento forte na cena do rock hoje é o metalcore. Um estilo, embora existente desde os anos 80, consagrou-se nos anos 2000, em resposta ao movimento emo. Segundo o Wikipedia, o estilo consiste em uma fusão de estilos, neste caso entre o Hardcore e o Heavy Metal. Bandas como Avenged Sevenfold, Bullet For My Valentine, Shadows Fall, Killswitch Engage, All That Remains, Unearth, Caliban, Trivium e As I Lay Dying são os principais nomes hoje em dia, dando origem ao movimento cujo denomina-se N.W.O.A.M. (New Wave Of American Metal) que tem como significado A Nova Onda Do Metal Americano. Na cena cristã, as bandas não deixam barato e várias estão despontando não só no mercado cristão, como no secular. Exemplos de
As I Lay Dying (considerada uma das mais influentes no gênero), Blass The Fall, August Burns Red, Underoath, Demon Hunter e The Devil Wears Prada. Esta última tem chamado muito a atenção da nova geração de headbangers, tendo já lançado 3 álbuns e fazendo uma vasta turnê pelo mundo, incluindo uma passagem recente pelo Brasil.

´Plagues´ é o segundo álbum de estúdio da banda. O álbum foi lançado em 21 de agosto de 2007 através da Rise Records e foi re-lançado em 28 de outubro de 2008, em que inclui conteúdos de bónus. ´Plagues´ alcançou a posição #57 na Billboard 200 em 08 de setembro de 2007. O álbum foi considerado um grande sucesso desde seu lançamento original, vendendo mais de 30.000 cópias mais do que seu primeiro álbum, Dear Love: A Beautiful Discord.

O álbum contém tudo aquilo que se espera de uma boa banda de metalcore. Guitarras distorcidas, afinadas em drop C (ou D), vocais limpos e guturais. ´Plagues´ é um prato cheio para os apreciadores dessa vertente.

As faixas ´´HTML Rulez d00d´ e ´Hey John, What´s Your Name Again?´ ganharam vídeo-clipes que foram ao ar em canais de televisão como MTV e Fuse. Aliás, as duas faixas estão disponíveis nos games Rock Band e Rock Band 2. ´Hey John, What´s Your Name Again?´ é, sem dúvida, uma das melhores do CD. Outros destaques são ´Number Three, Never Forget´ e ´You Can´t Spell ´Crap´ Without ´C´ ´. Mas, pra mim, o título de melhor do CD fica com ´This Song Is Called´, instrumental envolvente, conduzido perfeitamente pelos vocais alternados.

Formada em 2005, em Dayton, Ohio, The Devil Wears Prada é composta porHranica Mike (vocal), Chris Rubey (guitarra), Jeremy DePoyster (guitarra, vocais),Andy Trick (baixo), Daniel Williams (bateria) e James Baney (teclados), os quais são todos os cristãos. A banda deriva seu nome de uma mentalidade anti-materialista, como indicado pelo vocalista Mike Hranica, não tendo qualquer relação com o livro-romance com o mesmo título.


NOTA 4,5 /5

Track listing
1. ´Goats on a Boat´ (4:23)
2. ´Number Three, Never Forget´ (3:41)
3. ´HTML Rulez D00d´ (3:56)
4. ´Hey John, What´s Your Name Again?´ (3:46)
5. ´Don´t Dink and Drance´ 2:59
6. ´You Can´t Spell Crap Without the ´C´´ (featuring Craig Owens) (3:30)
7. ´This Song Is Called´ (4:25)
8. ´Reptar, King of the Ozone´ (3:10)
9. ´The Scorpion Deathlock´ (3:50)
10. ´Nickels Is Money Too´ (4:08)