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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Metal Open Air: Mesmo com problemas, Megadeth leva headbangers ao delírio


O primeiro dia do Metal Open Air não foi uma resposta muito boa às expectativas dos fãs de metal. Bandas canceladas, muita insatisfação com a logística do evento e o atraso dos shows foram aspectos que provavelmente causaram imenso desgaste àqueles que persistiram em acompanhar o evento.

Mas, a grande sorte (ou não) dos produtores é a paixão do público. A motivação de quem esperou por mais de 12hs em meio aos obstáculos, adversidades e frustrações que se revelaram é nenhuma senão assistir os ídolos que se apresentam nesses três dias de festival. E essa paixão se mostrou combustível suficiente para os que resistiram até a última apresentação do primeiro dia de festival.

O Megadeth tinha a responsabilidade de mostrar que tudo que o público tinha enfrentado até ali valia a pena. A banda estado-unidense também tinha a responsabilidade de levantar o público depois das ótimas apresentações dos alemães da Destruction e dos americanos da Exodus e Symphnony X, um desafio ainda maior.

Dave Mustaine e Cia. obtiveram êxito na missão? Fãs sempre serão fãs. E apesar da tradicionalidade da apresentação não condizer com o gênero e de as interrupções para ajustes técnicos ter testado a paciência de alguns, o público foi sim ao delírio.

Dave Mustaine, David Ellefson, Chris Broderick e Shawn Drover usaram toda a experiência para entregar ao Parque Independência o esperado e acabaram sendo surpreendidos pela energia da audiência.

Quando a banda achou, já no fim da apresentação, que a sequência "A Tout Le Monde", "Symphony Of Destruction" e "Rust In Peace" tiraria o fôlego dos fãs, foi surpreendida por um uníssono clamando por mais, o que arrancou uma declaração de amor de Dave Mustaine ao Brasil antes que estes encerrassem o show com "Holy Wars", consagrando-o como inesquecível.

Fonte: O Imparcial

Megadeth: Som ruim e interrupções marcam show curto da banda no Metal Open Air


Responsável pelo show de encerramento do conturbado primeiro dia de Metal Open Air, o Megadeth não fez um show capaz de fazer o público relevar os vários inconvenientes registrados ao longo desta sexta-feira (20). A apresentação da banda de Dave Mustaine foi marcada pela péssima qualidade sonora, pelas interrupções – improdutivas – para resolver esta questão e, por fim, pela brevidade. O conjunto, um ícones do heavy metal, esteve no palco Cliff Burton, um dos dois principais do evento de São Luís, durante 60 minutos, período em que executou cerca de dez números – as paradas dificultaram a contagem.

Ao término, o público reclamava. Muito porque, não raramente, entre uma música e outra os integrantes do Megadeth saíam de cena. A primeira vez em que isso aconteceu foi após a terceira canção do show, que começou à 1h35 da manhã deste sábado, com cerca de duas horas de atraso, a exemplo do que ocorrera com a maioria das atrações anteriores (as que não cancelaram).

Com pouco mais de cinco minutos de show, Mustaine explicou ao microfone que tinha um problema na guitarra, justificando a interrupção. Aparentemente, ele não se dava conta de que sua voz era pouquíssimo audível durante as músicas: ele só se fazia claro, até ali, nos instantes em que falava, o que não se repetia quando era a hora de cantar. Embora, nas apresentações que precederam o do Megadeth tenham havido eventuais problemas com a equalização do som, não se pode dizer que o volume comprometesse – e foi justamente esse um dos traços marcantes do grupo de encerramento.

O líder do grupo, contudo, não fez qualquer manifestação vigorosa. Ao menos quando se dirigia a seus fãs, Mustaine soava tranquilo. Após a parada que sucedeu a quinta música, ele chegou a comentar que, caso aquela tentativa não resultasse, ele usaria um violão. Se não soava indiferente à equivocada equalização dos instrumentos, também não fez menção de qualquer protesto que pudesse incitar a plateia a protestos mais veementes.

Uma plateia que, pouco a pouco, ia se dispersando, conforme a apresentação avançava. Visivelmente, no início do show, aquele era o maior público do festival até ali, e ele vinha sendo bem tratado pela atração principal. Quando terminou a segunda música, Mustaine falou: “Boa noite. Bem, eu amo vocês! Estão se sentindo bem? É minha primeira vez em Sã Luís”.

A empolgação, no entanto, não tardou a diminuir, sobretudo por conta das pausas que viriam: a partir de certa altura, não se podia mais assegurar se elas se deviam a questões do som ou já estavam no script, tantas foram – quase entre todas as músicas. Às 2h25 da manhã, Mustaine diz ao microfone: “Obrigado, boa noite!”. Três minutos adiante, a banda voltava para mais três músicas.

Às 2h35, as últimas palavras: “Obrigado, obrigado. Foi um prazer, Brasil”. E então, como já fizera em sua passagem anterior pelo país, em novembro passado, no festival SWU, em Paulínia, no interior de São Paulo, Mustaine permanece um tempo no palco, despedindo-se, acenando, agradecendo e jogando seus tradicionais adereços. Os fãs retribuem com aplausos. No SWU, porém, ele sintomaticamente passou mais tempo dirigindo-se à sua audiência.

Fonte: G1

sexta-feira, 20 de abril de 2012

[Review] Demon Hunter - True Defiance [Deluxe Edition] (2012)


Se "The World Is A Thorn" foi (pra mim) a maior decepção de 2010, "True Defiance" é candidato fortíssimo a melhor álbum de 2012!
Não sei se foi a entrada de Jeremiah Scott (The Showdown) na banda, ou a saída de Ryan Healm, ou se Ryan Clark criou vergonha na cara depois do disco anterior, mas "True Defiance" é um excelente material, diferente de tudo que o Demon Hunter já produziu, e ainda assim, tao bom quanto seus primeiros álbuns.

Para escrever essa resenha, ouvi a versão "Deluxe Edition", que conta com 2 faixas bônus e uma capa mais bonita que a original (fundo azul, ao invés do fundo vermelho).

Como dito, é um álbum diferente. A essência do DH esta la, mas com algumas influencias de heavy metal. Não sei dizer se é o álbum mais agressivo da banda (como dito por Ryan), mas com certeza percebe-se uma evolução no som da banda. As guitarras estão bem entrosadas (tem ate solo!), a bateria bem executada e Ryan arregaçando nos vocais como sempre!

"Crucifix" já começa de forma explosiva! Com uma intro 'a la hardcore de garagem', logo o volume aumenta e o que se ouve é porrada sonora! O ouvinte já percebera a mudança logo nessa faixa, que é uma das melhores do novo álbum, sem duvida!
"God Forsaken" vem logo em seguida, e parece uma continuação de "Crucifix", apesar de iniciar mais freada - mas em seguida, a energia toma conta. Muito boa!
"My Destiny" já é conhecida dos fãs, principalmente pelo vídeo-clipe (na minha opinião, o melhor já produzido pelo DH!). Ryan esta melhor do que nunca neste álbum! Alem da ótima agressividade imposta (esse álbum esta bem Metal!), a variação nos vocais de Ryan - desde guturais mais graves aos screams nesta faixa - mostra uma evolução da parte do frontman.
E tenho pra mim que, "Wake" completa a nata matadora inicial de "True Defiance". Aqui você vai notar um pouco das raízes da banda, misturando alguns elementos eletrônicos com muito peso! Tem ate solo de guitarra!!!

Apos a fúria ininterrupta, "Tomorrow Never Comes" vem com uma balada, dessas que só o DH sabe fazer. Belissima faixa, com um lindo refrao, e guitarras que criam um clima bem confortante ao ouvinte. Destaque tambem para o urro gritado de Ryan no final da musica.

O peso volta com tudo em "Someone To Hate", - o 1º single disponibilizado pela banda, desse álbum - numa levada Thrash Metal com uma pitada core.
"This I Know" vem pelo mesmo caminho, trilhando o Thrashcore, em mais uma faixa matadora desse album impecavel.

Mais uma pausa, para a suave instrumental "Means to an End", de quase 3min. Sem muitas variaçoes, a faixa mantem um ritmo constante, mas quase hipnotico. Em meio a enxurrada de trovoes, um vento leve para relaxar.

"We Don't Care" quebra o silencio mais uma vez, com um pouco mais de peso para os ouvidos dos hunters. Enquanto "Resistance" viaja em meio a furia dos caçadores, dosando bem peso e melodia.

Numa descriçao sobre o novo album para um site americano, Ryan descreveu "Dead Flowers" como uma otima faixa de encerramento. E ele tem razao! Uma belissima balada, com uma letra reflexiva. Uma das melhores baladas do DH, se é que é possível escolher.

Encerrando o track-list original, temos as 2 faixas-bonus dessa versao deluxe:
A primeira e "What is Left", a melhor delas e uma das melhores musicas do album. Uma semi-balada lindissima!
E, por ultimo, contando com violinos, outra balada; "I Am a Stone", com um ar neo-classico que enriquece e fecha com chave de ouro o novo petardo do Demon Hunter.

Os caçadores de demonios voltaram com tudo! Recomendadissimo, nao so para fas da banda, mas tambem para amantes do Metalcore, e boa musica em geral!

A versão True Defiance - Deluxe Edition também vem com um DVD bônus, que inclui Featuring Behind-The-Scenes, fotos, uma entrevista com Clark, faixas acústicas ao vivo e muito mais.
Se, em "The World Is A Thorn" você deveria pedir o seu dinheiro de volta, "True Defiance" sera um bom investimento para seus ouvidos e para sua diversão.

NOTA: 5/5

Tracklist:
01 – Crucifix
02 – God Forsaken
03 – My Destiny
04 – Wake
05 – Tomorrow Never Comes
06 – Someone To Hate
07 – This I Know
08 – Means To An End
09 – We Don’t Care
10 – Resistance
11 – Dead Flowers

Bonus Tracks:
12 – What is Left (Bonus Track)
13 – I Am a Stone (Bonus Track)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Resenha e Videos de Brian Head (Love & Death) no Brasil - 14/04/2012




(Resenha publicada pelo site NEWS-METAL DISCS)

O ex-guitarrista do KoRn , Brian Head, se apresentou com sua nova banda Love & Death, na capital Paulista no ultimo sabádo (14) , na casa de eventos Upper Club, localizada na região nobre do Morumbi.

Com pouco menos de 120 pessoas , num local que tem capacidade para 2.000 , o evento já mostrou problemas, começando pelo atraso de 1 hora e meia por parte da organização.

Após a abertura da casa ás 19:30 ( Deveria abrir ás 18 horas ) , a banda Alva ( Santos ) , mostrou sua proposta de um rock gospel , bastante influênciado pelo P.O.D e For Today . Eles apresentaram um set de apenas 5 musicas porem foi o suficiente para levantar o publico pequeno naquela noite.


Em seguida foi a vez do ex-vocalista dos Raimundos, Rodolfo Abrantes , mostrar seu lado gospel.
Rodolfo foi bastante direto e certeiro no set da sua banda, que alias é bem conhecida pelo publico que compareceu no evento.

Em 2001, Rodolfo anunciou que iria deixar o Raimundos alegando conversão religiosa incompatível com o estilo de vida que a banda levava. Após sua saída dos Raimundos, Rodolfo começou um novo projeto musical intitulado Rodox, com o Rodox Rodolfo gravou dois discos, Estreito de 2002 e Rodox, mas com uma briga em um show em Salvador a banda teve seu fim anunciado em 2004.
E desde 2006 vem em carreira solo, com que lançou 3 discos.

Com um pouco mais de atraso ,
Love & Death entra no palco ás 9:50 dando os primeiros acordes com o single Paralyzed, que aparece no seu próximo disco. Brian após 3 minutos de shows, começa a discutir com os organizadores , devido a microfonia nos retornos, o próprio musico para o show ao final da musica, e vai pessoalmente á mesa de som regular o equipamento. Nas próximas três faixas , Head se mostrou mais confiante e tocou a faixa Re-Bel , do album Save Me From Myself, e o próprio Head pediu pra galera "Abrir a Roda" e foi atendido. Mais uma do seu novo album , a faixa Chemicals foi uma das favoritas do publico ao vivo , forte e melódica , soando as vezes como o KoRn em alguns trechos.

Como de costume , o Head toca algumas faixas do KoRn em seus shows , e de cara tentou mandar Got The Life mas infelizmente sua guitarra repentinamente se calou. O músico irritado gritou -
"What are you doing Here? No sound on my guitar" (O que esta acontecendo aqui? Não tem som na minha guitarra), com um dos técnicos de som da produção e o show foi interrompido, e enquanto Head discutia e trocava o "Transmissor Sem Fio" , o baixista , guitarrista e baterista da banda tentavam distrair o publico com "Falling Away From Me" do KoRn e um solo de bateria. Enquanto tudo de errado acontecia, Head ( foto / clique aqui ) , ficava deitado sobre uma caixa, esperando pela correção da falha.

Após todo esse tumulto , mais uma faixa foi executada ao vivo e a banda deixou o palco , mas após diversos pedidos , Head retornou com a banda mas não para tocar e sim para dar seu testemunho, sobre sua vida e drogas .
Como todos não sabiam falar inglês , Rodolfo virou intérprete e ditou ao pé da letra ao publico , tudo que Brian dizia em inglês.

Pra finalizar, de acordo com as palavras de Brian Head no seu testemunho , infelizmente ele não volta mais ao KoRn, pois realmente encontrou seu caminho.

Será mesmo?

Chemicals:


Paralyzed:


Here To Stay, Got The Life , Drum Solo , Blind:



Agradecimentos:
Meg Bazan
@produtofinal
facebook.com/produtofinal
youtube.com/produtofinal
Curitiba - Brazil

terça-feira, 10 de abril de 2012

[Review] Mustaine: A Heavy Metal Memoir (2010)



(Por João Paulo Gonçalves Linhares)

Vamos falar sobre o livro "Mustaine: A Heavy Metal Memoir", escrito pelo líder do Megadeth e ex-guitarrista do Metallica, Dave Mustaine. Falarei sobre as impressões que tive ao ler o livro recentemente. Antes que alguém se anime muito, revelo que li a versão digital em inglês. Apesar do Megadeth fazer um bom sucesso no nosso país, a biografia de seu líder ainda não atraiu a atenção de nossas editoras...


O livro conta a vida de Dave Mustaine desde sua infância até o lançamento do disco "Endgame", em 2009. O líder do Megadeth revela muitos detalhes de toda a sua carreira, inclui muitos fatos de sua vida privada, seu vício em drogas e álcool, sua conversão religiosa e as várias formações pelas quais sua banda passou. Claro, não poderia deixar de contar também sobre sua passagem pelo Metallica até o dia que foi demitido (e mandado de volta para Los Angeles a bordo de um ônibus). Em outros continentes, o livro teve seu título alterado para "Mustaine: A Life In Metal". O livro foi lançado em agosto de 2010.

O livro se divide em diversos capítulos, sendo os primeiros dedicados à infância e adolescência do guitarrista (dois primeiros capítulos). Os três capítulos seguintes se dedicam ao tempo que Mustaine passou no Metallica, desde o dia em que ele ligou para Lars em resposta a um anúncio em uma revista especializada até o dia em que foi demitido da banda em plena New York, tendo que atravessar o país de ônibus para Los Angeles, sua terra natal. A partir daí, o livro começa a varrer toda a história do Megadeth, iniciando quando os Daves se conhecem (Mustaine e Ellefson - o baixista seria chamado de "Junior" por Mustaine), a primeira formação, a participação de Kerry King, as mudanças, o mega-estrelato da formação clássica com Nick Menza e Marty Friedman, as desavenças e tudo o mais. Chegando até os dias de hoje (ou quase isto, já que não cobre a volta de Ellefson nem os shows com o Big Four), quando lançaram o álbum "Endgame".

No comecinho do livro, Dave está em uma clínica de reabilitação (uma dentre muitas que ele passou ao longo de sua vida) e descreve quando percebeu que perdeu os movimentos de sua mão e foi obrigado a encerrar temporariamente as atividades de sua banda. A partir daí ele volta e começa a contar a sua história desde criança, quando sua família o levava a frequentar as reuniões das Testemunhas de Jeová, os problemas do pai, que acabou saindo de casa, seu relacionamento com as irmãs e tudo o mais. Conforme cresce e se torna mais independente, Dave acaba brigando com a família e sai de casa, indo morar sozinho. Sem parcimônia, Mustaine revela que traficava para se manter, e também para manter seu vício, que se iniciou na maconha e evoluiu para a cocaína, o álcool e a heroína. Um fato positivo é que Dave reconhece seus erros no decorrer do livro e também reconhece que quando se drogava ou se embebedava se tornava uma pessoa agressiva. Mesmo assim, Mustaine revela também muita mágoa com os acontecimentos que levaram a sua expulsão do Metallica, e esta mágoa, reconhece ele uma vez mais, acabou se tornando meio que uma obsessão em tentar alcançar ou até mesmo superar o sucesso de sua ex-banda.

Conforme ele avança pela história do Megadeth, ele revela o porquê de tantas mudanças na formação, as diversas brigas internas da chamada formação clássica, que tanto agradou aos fãs (com Nick Menza na bateria e Marty Friedman na segunda guitarra). Um ponto muito interessante é o reconhecimento de Mustaine que aos poucos a banda foi cedendo à pressão da gravadora para se tornar mais comercial (e tentar superar o sucesso do Metallica), especialmente nos discos "Cryptic Writings" e "Risk". Seus relatos com o vício fortíssimo com as drogas também são um ponto marcante desta biografia. Mustaine descreve com detalhes como foi se aprofundando em drogas perigosas como cocaína, heroína, até mesmo incursões com o crack. Sem deixar de lado o álcool e a maconha. As diversas passagens por clínicas de reabilitação não ajudaram muito o líder do Megadeth, que atualmente se diz sóbrio (sua sobriedade foi apoiada por Alice Cooper que, desde a primeira turnê com o Megadeth, tentou aconselhar Dave) e convertido - mas segundo relata na biografia, ele não é radical na sua crença. Outra curiosidade citada é o fato dele ser faixa preta de caratê, o que lhe ajudou nos momentos de agressividade...

"Mustaine: A Heavy Metal Memoir" é um livro intenso, que descreve os detalhes da vida de um dos grandes nomes do heavy metal, e eu fortemente recomendo para todos os seus fãs, e para os fãs do Megadeth, do Metallica e do heavy metal em geral. Uma leitura que vale a pena!

Alguns vídeos da carreira de Dave Mustaine:

Megadeth se apresentando no Rock in Rio 2 (que show! favor ignorar as besteiras ditas pelos repórteres da Globo, em especial o Pedro Bial...):

segunda-feira, 9 de abril de 2012

[Review] Place Of Skulls - With Vision (2003)


Para quem não conhece, Victor Griffin formou a banda Death Row por volta nos anos 80 e foi o guitarrista do Pentagram, e eles lançaram três ultra-famosos álbuns, "Relentless", "Day of Reckoning" e "Be Forwarned".
Então ele desapareceu do palco do metal por alguns anos para exorcizar demônios pessoais.
Mas agora ele parece ter perseguido os demônios e voltou com uma nova banda. Não, não é o Demon Hunter! Juntamente com o baixista original do Death Row, Lee Abney (agora substituído por Greg Turley neste disco), e o contundente baterista Tim Tomaselli, ele formou o Place of Skulls.
E com "With Vision", lançam seu segundo álbum full-length.

Eu acho que os fãs do Pentagram e Death Row sabem o que esperar deste álbum: Doom Metal escuro e pesado. Fãs de Trouble também vão gostar! E os fãs de Black Sabbath podem até entrar na lista, pois não soa como uma banda cover do Sabbath ou algo assim, mas o sentimento puro de Doom Metal está lá, é o tipo de som que o Sabbath já teve uma vez. E o vocal de Scott “Wino” Weinrich ate lembra, em alguns momentos, o velho Ozzy Osbourne!

Imagine o Ozzy cantando versos como "Quanto tempo até as quebras de cordão de prata / e eu vou voar a partir deste mundo e todo o ódio seu / Divida o céu e me deixar entrar", enquanto o guitarrista Tony Iommi bolha os seus dedos e seus ouvidos com riffs batendo. Até mesmo o nome do quarteto é uma referência ao local bíblico em que Jesus Cristo foi crucificado. "With Vision" irá se classificar como um dos mais melódicos álbuns de Doom Metal que você vai ouvir nos dias de hoje, se não um dos mais originais.

Ao longo do trabalho, há cargas de, ouso dizer, riffs estilo groovy setentista. A guitarra é muito bassy como seria de esperar, mas é incrivelmente claro como é típico do Doom Tradicional. Há elementos de blues, metal pesado e Rock'n'Roll, o que torna o álbum mais interessante de se ouvir. Há também grande quantidade de solos misturados com os riffs lentos, geralmente ritmo e tambores se arrastando. É bem o tipo de músicas que você esperaria ouvir num bar de motoqueiros. Pesado, mas estranhamente relaxante e com um toque retro. Isso é uma coisa que acho interessante sobre o Doom Tradicional: é a capacidade do gênero a ter a imaginação para o passado. A composição não está muito longe do últimos dias da Cathedral, embora não tão extremo. Existem também alguns momentos mais calmos, acústicos, que acrescentam uma vantagem para "With Vision", faixas instrumentais ("Dimensional Sojourn", "In Rest" e "Dissonant Dissident") que alteram o humor um pouco e estão à beira de serem peças sombrias.

Um álbum recomendado não apenas para quem curte um bom e puro Doom Metal Tradicional, mas também para aqueles amantes do Rock/Metal em geral. Destaco aqui as seguintes faixas: "Last Hit" e "Silver Chord Breaks" (as minhas preferidas, Black Sabbath na veia!), "With Vision", "Long Lost Grave", "Nothing Changes" e "The Monster".

NOTA: 4/5


Line-Up:

Scott “Wino” Weinrich (Spirit Caravan, The Obssessed) - vocal
Victor Griffin (ex-Pentagram, Death Row) - guitarra
Greg Turley - baixo
Tim Tomaselli - bateria

terça-feira, 27 de março de 2012

[Review] 1° IGUALDADE HC - Vultures/Psicose/NeverlØne


[Resenha escrita por Agnaldo Ferreira Correa, baixista da banda Raise Your Head, que esteve presente no evento, prestigiando a cena local e as bandas parceiras]

"Estive sábado conferindo o Igualdade HC, festival organizado pelo blog Sapuka Underground e pela Turtle Produções, que contou com as bandas Vultures, Psicose e Neverlone.

Parecia um encontro nostálgico da galera “old school” pois grande parte do publico presente já esta no circuito rock ha mais de 15 anos. Isso acontece geralmente quando tocam bandas antigas e clássicas do underground sapucaiense como a Psicose.

Falando em banda antiga e boa, a Vultures voltou com tudo. Mostrou um hard core ainda mais agressivo do que o de quatro anos atrás, alem disso a nova formação com o vocalista Fernando "Tampa" deu mais liberdade aos músicos para agitarem e interagirem. Fizeram um show ótimo, cheio de energia, tocaram Olho Seco, Ratos de Porão e Cólera, alem de suas musicas próprias que, revigoradas pela nova formação, ficaram, literalmente, uma pancada no ouvido.

O show da Psicose, como não podia deixar de ser, foi cheio de gás e empolgado pela galera antiga que conhecia os sons. Eu mesmo estava só esperando a minha favorita intitulada “Raça humana”. Foi um show excelente embora os contratempos (Aldonei não conseguiu tocar porque o amplificador deu pau e a banda teve que fazer o show com um guitarrista só), mostraram que o “old” realmente “is cool”

Fechando a noite, e pra provar que as bandas cristas e seculares podem coexistir em harmonia em um mesmo evento a Neverlone subiu ao palco com um ar totalmente novo em Sapucaia, o metalcore cristão. Um show muito bom, uma presença de palco incrivel com aquele vocal gutural característico. Era visível nos olhos dos presentes a curiosidade a respeito da iniciante Neverlone que subiu ao palco e não decepcionou ninguém. Tocando musicas próprias, a esperada “novata” (pelo menos para este publico), mostrou não tremer diante de publico exigente fechando assim a noite de igualdade e hard core.

Agnaldo Ferreira Corrêa

RYH"


FONTE: Sapuka Underground

sexta-feira, 23 de março de 2012

[Review] Stephen Keech - ! (2012)


Quando apertei o play, eu estava esperando um petardo de metalcore. Muitos breakdowns, blast beasts, guitarras afinadas em drop C, vocais screams e tudo aquilo que marcou a carreira de Stephen Albert Joseph Keech, como vocalista do Haste The Day.

Bem, se você também esperava isso, vai se decepcionar. Ou não!

Particularmente, eu estranhei no começo, mas quando vi do que se tratava, confesso....me apaixonei!
Trata-se de um EP com 6 faixas que resgatam aquele Rock'n'Roll clássico, simples e ingenuo.

Keech executa todos os instrumentos aqui, alem da voz. Essa é uma outra faceta dele, e aqui vemos que ele faz isso muito bem, sendo um musico completo.

A 1ª faixa, "Prick and Poke" não empolga muito, mas a partir da 2ª faixa, "Belinda Stiglitz", vemos toda aquela energia hipnótica dos anos 60, 70. Keech nos brinda com um trabalho belíssimo, de alta qualidade e que fará os nostálgicos de plantão, encherem os olhos.

Todas as faixas transportam o ouvinte para uma época distante, onde não havia rótulos nem discussões sobre tal e tal banda. Onde só o que importava era o bom e velho rock'n'roll.
"Black Coffee" (minha preferida) e "Hard To Stay" são exemplos de que boa musica não se faziam um 1.000 solos por segundo, mas com o coração. E Keech estava inspirado quando compôs este EP!

Indicado para fãs de Larry Norman, Beetles, e rock'n'roll clássico, "!" foi mixado e masterizado por Joel Lauver, e vale a pena te-lo em sua coleção.
Obras assim não se produzem mais, são raras, são primas.

NOTA: 5/5


1. Prick and Poke
2. Belinda Stiglitz
3. Black Coffee (EP version)
4. Hard to Say
5. Darling Harbour
6. Come Alive"

terça-feira, 20 de março de 2012

[Review] Blessed By A Broken Heart - Feel The Power (2012)


A capa parece saída de um dos filmes de "Mad Max". Altamente influenciada pela década de 80, assim é a Blessed By A Broken Heart, uma banda que faz um som pesado, com influencias de Thrash Metal e Metalcore, mas cultiva um visual Glam, oriundo das bandas de Hard Rock oitentistas.

A primeira vez que ouvi essa banda, não curti muito. Mas esses caras insistem em derrubar as fronteiras musicais, e, confesso, não resisti a dar uma olhada nesse novo álbum, "Feel The Power". O título fala pelo álbum todo e faz alusão à demanda para os ouvintes "chute tudo e curta o rock!".

"Feel The Power" talvez seja o álbum mais Hard Rock da banda. Cada faixa consiste em camadas de harmonias, ritmos de condução, riffs de guitarra e sintetizadores excessivos, que combinam o rock clássico, hair metal, pop, e hard rock, somados a algumas levadas de Thrash Metal.

"Deathwish" já inicia o petardo, com uma energia nuclear, que fara o ouvinte que não conhece a banda dar um chance para digerir melhor o som dos caras.

"Shut Up And Rock" tem ate aquelas cavalgadas de baixo, 'a la Iron Maiden'. Mas sem soar parecido com a Donzela de Ferro. O que se vê aqui, é a mescla de Hard Rock (com direito a backs), Hair Metal e um gutural aqui e ali. Tony Gambino da um show aqui nos vocais!

"Love Nightmare" tem uma veia mais Metalcore, com direito a blast beats.
" Forever " ganhou um vídeo-clipe. Hard Rock moderno, com uma pegada Hardcore. Refrão bem meloso - não é uma das minhas faixas preferidas.

Apos o interlúdio "Thunder Dome" (não tem como não lembrar de "Mad Max" de novo!), temos a energética "Holdin' Back For Nothin".

"I've Got You" vem na forma de balada. Uma faixa bem Pop, com alguma discreta influencia das baladas hard rock. Eu disse "discreta". Isso aqui é bem pop mesmo.

Ronco de motores. Mad Max novamente? Não, apenas a faixa "Rockin' All Night". Hard Rock, com uma pegada 'a la Bon Jovi'.

O restante do CD é assim, de variações rítmicas e elementos mesclados, mas sempre prevalecendo o HardRock/Hair Metal/Hardcore. No entanto, não nega-se: esse é o trabalho mais comercial da banda.

Não é uma nenhuma obra prima, nem um dos melhores álbuns do ano, mas ainda assim a banda conseguiu fazer um CD consistente, que se não é perfeito, pelo menos ousa arriscar-se e traz alguns momentos divertidos.

NOTA: 3,5/ 5


Track-list:

01. Deathwish (4:36)
02. Shut Up and Rock (4:39)
03. Love Nightmare (3:43)
04. Forever (3:47)
05. Thunder Dome (0:40)
06. Holdin’ Back for Nothin’ (3:36)
07. I’ve Got You (5:10)
08. Rockin’ All Night (4:25)
09. Scream It Like You Mean It (3:33)
10. Skate or Die (4:03)
11. Innocent Blood (5:32)
12. Sleepless Nights (5:23)


Banda:
Tony Gambino : Vocais
Sean Michael Maier : Guitarra
Tyler Hoare : Baixo
Ian "Slater" Evens : Bateria

[Review] Nine Lashes – World We View (2012)


Nine Lashes é uma banda de new metal/experimental/rock alternativo.
Desconhecida por muitos ate aqui, a banda deve ganhar algum destaque com esse "World We View", lançado pela Tooth and Nail.

Jeremy Dunn (vocal), Adam Jefferson (guitarra) Jon Jefferson (guitarra), Jared Lankford (baixo) e Noah Terrell (bateria) trazem aquele rock moderno, bem ao estilo de bandas como Kutless, Pillar e Falling Up, porem com um toque mais eletrônico (em algumas faixas).

Apesar de não ser o meu estilo favorito, o álbum cumpre dentro daquilo que se compromete.
Faixas como "Anthem Of The Lonely", "Adrenaline" (part. de Trevor McNevan do Thousand Foot Krutch), "Our Darkest Day" (part. de Ryan Clark from Demon Hunter), "The Void" e"My Frined" (o álbum termina com essa balada acústica) se destacam. A banda é bem entrosada, pelo menos no estúdio. Tem uma boa pegada e diverte o ouvinte.

Metalers cabeçudos devem passar longe desse registro. Mas, para os apreciadores desse estilo, e os de mente-aberta, esse sera um bom passatempo para você.

NOTA: 4/5


1. Anthem of the Lonely
2. The Intervention
3. Get Back
4. Afterglow
5. Adrenaline (ft Trevor McNevan from Thousand Foot Krutch)
6. Believe Your Eyes
7. Our Darkest Day (ft Ryan Clark from Demon Hunter)
8. Memo
9. Write it Down
10. The Void
11. My Friend


quinta-feira, 15 de março de 2012

MyChildren MyBride - MyChildren MyBride (2012)


MyBride MyChildren já esta na cena ha algum tempo, apesar de nunca ser uma das minhas bandas preferidas, mas graças às suas insanas performances ao vivo, fizeram um nome decente para eles próprios no mundo metalcore. A única coisa que sempre faltou foi um álbum de estúdio realmente de alta qualidade.

Um álbum auto-intitulado é sempre uma coisa interessante, especialmente quando não este não é o debut da banda. Isso me dá a impressão de que a banda está querendo começar de novo, definir quem são eles e deixar as coisas claras avançar. É como se a banda tem mais orgulho no álbum auto-intitulado, uma vez que carrega seu nome...duas vezes.

Bem, com isso, o MyChildren MyBride conseguiu produzir um álbum, enfim, marcante?
Hum, não. Mas, de fato, essa gravação finalmente captura um certo potencial da banda e mostra o quão boa ela ainda pode ser.

Este álbum, mais do que nos lançamentos anteriores do MCMB, tem uma vibe moshcore. É um álbum brutal, envolvente, com uma pegada legal fara você, pelo menos, balançar com a cabeça. A faixa de introdução é uma bela construção até a primeira música real, "On Wings of Integrity Parte II ", que é uma música de abertura impressionante e possivelmente a melhor do álbum. É uma faixa divertida, com muito peso, uma veia hardcore e uma boa performance de seu vocalista, Matthew Hasting.

No geral, destaco as faixas "On Wings of Integrity Parte II ", "Anathema", "God of Nothing", "Black Cloud", "Observer" e "No One Listens, No One Cares".

"SAMCRO" tem uma veia mais hardcore, mas ainda assim consegue ter um pegada legal em alguns momentos.

Liricamente o álbum também tem passagens mais obscuras, como em "Dreamcatchers", onde em uma parte da canção, ele diz que "se os sonhos podem se tornar realidade, tenho certeza que pesadelos também pode."

Esse álbum auto-intitulado mostra alguma maturidade musical, uma séria vontade de fazer um álbum forte. Fato é que a qualidade de gravação e som fora do estúdio gera uma enorme vantagem para este álbum. As letras mostram uma banda que vai além das tradicionalmente bidimensionais letras das jovens bandas de metal cristão. A variação no álbum do hardcore ao metal quase puro, realmente mostra a gama de talentos da banda. O jeito que a coisa toda é tecida em conjunto contribui para uma experiência realmente grande nesse álbum. Em uma época onde a maioria das novas bandas de metalcore, aposta numa sonoridade mais melódica e comercial, é bom ouvir um álbum coeso, bem pesado e apenas com guturais (Matthew é a grande estrela desse espetáculo).
Pode não ser ainda um grande marco para o MyChildren, mas com certeza estão no caminho certo e garanto que vou ouvir o próximo lançamento deles.

NOTA: 4/5

quarta-feira, 14 de março de 2012

[Review] Impending Doom - Baptized In Filth (2012)


Finalmente, a espera acabou! A banda formada por Brook Reeves (vocal), Cory Johnson (guitar), David Sittig (bass) e Brandon "B-Town" Trahan (drums) acaba de lançar seu 4º full-lenght, "Baptized In Filth".

Este era, sem duvidas, um dos álbuns mais aguardados pelos metallers, este ano.
Uma pena que, a cada álbum, o Impending Doom se distancie ainda mais do seu debut, "Nailed. Dead. Risen" (o melhor da carreira). Mas enfim, vamos nos reter a este lançamento.

O novo trabalho esta mais próximo do "The Serpent Servant", mas ainda assim consegue soar diferente. "Baptized In Filth" é diferente de qualquer outro material da banda.
Acho que nem da pra rotular mais como Deathcore. Ainda tem aquela pegada Death Metal, como nas faixas "Murderer", "Chaos: Reborn" e a faixa-titulo. Mas também possui uma linha mais moderna e melódica, como em "Deceiver" e "My Light Unseeen" (a musica mais diferente do ID, ate hoje!). Acho que, nesse momento, a banda está mais para o Metalcore.

A bolacha estoura com "Murderer", a 1ª faixa do novo CD, que chega mostrando que o Impending Doom continua brutal, e com aquela pegada death metal. Aqui, podemos ver uma outra faceta de Brook, utilizando alem de seus guturais, também screams.

A já conhecida "For The Wicked" vem logo depois, seguida de "Chaos: Reborn" - uma pedrada sonora. Agressividade e fúria a mil! As letras da banda estão também mais implacáveis do que nunca!

Este álbum tem temas sombrios e misterioso, que aliados a toda a fúria das musicas, podem ser resumidos no título do álbum. No comunicado de imprensa, Brooke Reeves e David Sittig falaram do tema geral do álbum. Reeves afirma: "Este álbum tem muito a ver com as pessoas que legitimamente odeiam Deus e eles têm orgulho de dizer isso. Não apenas eles não acreditam em Deus, mas eles odeiam a Deus, o que não faz sentido para mim". Sittig ainda acrescentou em em relação ao título do álbum: "Batizado em Filth representa a indulgência cega e auto-adoração no mundo vil em que vivemos".

Antes de mergulhar neste álbum, deveria haver um aviso na embalagem. Este álbum não é para os fracos de coração, tanto liricamente como musicalmente. Impending Doom poe tudo para fora para fazer um dos mais pesados ​​álbuns da temporada. Do começo ao fim, todos os aspectos deste álbum são pesados ​​(até o título).

Por exemplo, "For The Wicked" é um legitimo ultimato ao Anti-cristo e a todos os adoradores do numero 666. Reeves grita com paixão: "Você prometo a fidelidade aos caídos" e "Não há paz para os ímpios". Ao longo dessa faixa há um aviso para aqueles que escolhem o caminho do mundo contra a vontade de Deus. Se um escolhe o caminho do mundo, eles não serão capazes de encontrar a paz. Esta mensagem não é apenas para aqueles fora do cristianismo, mas também aqueles dentro da tradição cristã!

As faixas a seguir continuam o ataque violento aos ouvidos sensíveis.
A bateria esta visceral. Guitarras cortantes e, ao mesmo tempo, mais lenta, que colaboram com blast beasts necessários na tensão proporcionada por esse álbum.

"Deceiver" (ou "Enganador") condena os charlotoes de plantão com fúria justa.
"Angry Letters To God" é uma das melhores faixas do álbum. Brutalidade coesa, mantendo acesa a fúria desses caras, contra toda a propagação anti-bíblica mundana.
E, por falar nisso, a faixa-titulo, "Baptized in Filth", ate lembra o "Nailed.Dead.Risen", com uma atmosfera muito obscura e Brook dando um show!

Depois de muito peso, temos "My Light Unseen". Os fãs de Impending Doom levarão um susto quando ouvirem-na. A melhor forma de descreve-la é "se o Deathcore tivesse baladas, essa faixa seria considerada uma". E quem melhor para contribuir com isso, senão Ryan Clark (vocalista do Demon Hunter) que aqui faz uma ótima participação, nos vocais melódicos, enquanto Brook explana gritos assustadores ao fundo. O instrumental dessa musica lembra, na verdade, uma balada do Demon Hunter!

Pra fechar com chave de ouro, "Death, Ascension. Resurrection". Muito peso? Sim. Letra desafiadora? Hipócritas, preparem-se para levar um soco na cara!

"Nailed.Dead.Risen" continua sendo o melhor álbum do Impending Doom e, provavelmente, nunca sera superado. No entanto, cada vez que ouço "Baptized In Filth", tenho a firme impressão que este é o 2º melhor trabalho da banda, ate aqui!

NOTA: 4,5/ 5


Tracklist:
01. Murderer (4:22)
02. For The Wicked (3:34)
03. Chaos: Reborn (3:55)
04. Deceiver (3:36)
05. Falling Away (3:42)
06. Absolute Horror (1:57)
07. Angry Letters To God (3:12)
08. Baptized In Filth (2:28)
09. My Light Unseen - feat. Ryan Clark' Demon Hunter (3:42)
10. Death, Ascension. Resurrection (4:11)


sexta-feira, 9 de março de 2012

[Review] As Hell Retreats - Revival (2010)


As Hell Retreats é uma banda de metalcore/deathcore, formada por Jackson Greene (Vocal), Tyler Riley (Guitar), Taylor Jones (Bass) e Trent Davenport (Drum).

A banda lançou 2 álbuns, ate o momento, e este é o seu segundo. "Revival" é mais puxado para o Deathcore. Me lembra, em alguns momentos o lado agressivo/monster do Impending Doom, o lado melódico/progressivo do Becoming The Archetype e a linha moderna do August Burns Red.

O peso é bem executado, com um ótimo trabalho de pedais duplos e breakdowns.
O vocal de Jackson merece destaque também, soando como um monstro urrando enfurecido.

As faixas são de curta duração, e apreciação rápida.

Logo na "Intro", podemos sentir toda a fúria que esta por vir nas demais faixas.
Faixas como "Inferior", "The Holy Thief" e "Raze", alem de brutalidade, esbanjam técnica.
Eu diria ate que essa banda esta mais para um Technical Deathcore.

Em em meio a tempestade, a instrumental "Revival", apenas para respirar um pouco....e voltar ao mosh logo em seguida!

Pra quem curte um Deathcore pegadão, recomendo. Vale a pena!

NOTA: 4,5/ 5


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

[Review] Seventh Angel - The Dust of Years (2009)


Foi com os riffs matadores da polemica "Dr. Hatched" que eu conheci o Seventh Angel, em seu 1º
álbum, "The Torment". Thrash Metal veloz e destrutivo, com vocais agressivos. Infelizmente, nunca tiveram o devido reconhecimento. Em seguida, lançaram "Lament for the Weary" e encerraram suas atividades. Quase 20 anos depois,
Ian Arkley (Vocais/Guitarras), Andrew "Tank" Thompson (Bateria), Simon Bibby (Guitarra/Vocal/Teclado) e Mark Broomhead (Baixo) se reuniram para lançar um novo material, intitulado "The Dust of Years".

E o que aconteceu? Bandas que voltam a se reunir apos muito tempo separadas, tendem a mudar. E com o Seventh Angel não foi diferente. No entanto, essa mudança pode ser vista, na verdade, como uma "continuação" dos trabalhos anteriores do grupo.
Ian Arkley é mais conhecido por seus trabalhos no Doom Metal, com as bandas Paramaecium, Ashen Mortality e My Silent Wake. Tal influencia era sentida, ainda que discretamente, nos primeiros álbuns, e aqui ela conduz o álbum. O vocal de Ian também esta mais para o Death Metal!

"The Dust of Years" começa com a excelente "Chaos of Dream". Uma mistura de Thrash Metal (em momentos que ate lembram o Sepultura) e o Doom Metal (com vocais que lembram o Ancient Prophecy). Uma das melhores faixas do petardo.

"The Turning Tide" inicia com o belo trabalho de guitarras de Ian e Simon. Tank também faz um ótimo trabalho com a bateria. Peso, intensidade e melodia na medida certa, com altas doses de batidas Thrash e riffs melódicos hardcore.

"Exordium" inicia numa linha melódica, meio hardcore, mas ai mostra sua veia Doom. Em alguns momentos, ate lembra o Paramaecium (outra das bandas de Ian). Alias, o titulo seria uma piada? (é o mesmo titulo de uma faixa do CD "Within the Ancient Forest" do Paramaecium, ex-banda de Ian). Enfim, mais uma ótima faixa, que alem de peso e intensidade, tem o que Ian sabe criar de melhor: sentimentos.

"Weep Not For Us" fecha o ciclo das melhores faixas do álbum. A parte com vocais limpos é simplesmente sensacional.

"Abelard and Heloise" inicia com um coral de vozes gregorianos ao fundo e uma narração feita pelo baixista Broomhead. Apos um solado de guitarra, toma-se ares mais épico-medievais, ate Ian entrar com seus guturais. Essa faixa inicia a parte mais arrastada e doom do álbum. O maior destaque aqui vai para a inserção de vocais femininos.

"In Ruins" mantem um pouco de peso, mas não é uma faixa muito atrativa.
"Lamentations" já inicia mais melódica e tem um decorrer meio depressivo. Parece dosar o Doom e Rock Gótico com passagens épicas e um pouco de Death Metal.

A faixa mais longa do CD (10min4s), "The Raven Sky" mantem a veia depressiva-doom, lembrando a antiga Visionare em alguns momentos. Possui belos momentos de reflexão. Otima para relaxar, a noite, deitado a cama. Participação especial de Cat Brazier tocando uma Flauta ao fim da musica.

Um violão folk e passagens no teclado dão o tom para a ultima faixa do álbum, "Oswiecim". Apos esta bela introdução e uma narração, com quase 3min, ha um silencio e então a sensação de um som noturno que se segue ate o final da faixa(!).

"The Dust of Years" possui ótimas faixas e momentos massantes, mas vale a pena escutar. Principalmente fãs do Seventh Angel e/ou de Doom Metal


NOTA: 4/5


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

[Review] Saving Grace - The King Is Coming (2011)


Excelente banda de Deathcore! Os australianos Nicholas Tautuhi (vocais), Vasely Spunov e George White (guitarras), Mike Benson (baixo) e Shaun Anderson (bateria) lançaram um dos melhores álbuns de 2011. Uma pena eu não te-lo escutado antes.

A faixa-titulo "The King Is Coming" é na verdade a introdução do álbum. Vozes de pessoas gritando em agonia antes de despencar em um colapso com letras baseadas em Romanos 8:22. Que maneira de começar um álbum!

"Shekinah" vem logo em seguida, com uma bateria feroz e golpes de guitarra detonando tudo! A melhor faixa do álbum! Ganhou um belíssimo clipe. Instrumental perfeito, exalando todo o caos e fúria propostos que conduz contra o pecado e incita o arrependimento:


"Queimar as trevas do pecado, preencher essas mãos com as sementes da verdade. Mostre o caminho e eu seguirei, deixe seu Espírito me conduzir"

As letras são outro destaque! Bandas "cristãs" que falam abertamente de sua fé são raras, e quando surgem, merecem aplausos!

"The First Woe" vem ainda mais brutal, com Nicholas provando-se como um dos guturais mais ferozes do gênero, na atualidade. Muito peso, destronando hordas infernais! Mensagem baseada em Apocalipse 9:1-12.

"Man of Sorrows (The Funeral Dirge)" da uma desacelerada, mas da aquele show de metal melódico, evidenciando bem a veia hardcore, e servindo de interlúdio para o interlúdio "The Eye of The Storm Part III", um belo instrumental, que não acrescenta muito a obra, mas anda assim é belamente executado.

Exemplo da fúria proposta pelo som da banda é em "Habbakkuk". Fantástica! Uma das melhores desse incrível petardo!

Preste atenção a sua advertência. Animem-se pois através
da intercessão, a preocupação transforma-se em adoração, o medo se transforma em fé, terror torna-se confiança. Dúvidas resolvidas com a esperança e a angústia se derrete em adoração.
Então, o coração pode descansar na certeza que Cristo é Rei, e esperam com paciência Seu retorno.
Venha Senhor Jesus! Emanuel!
Traga sua Glória! Traga sua justiça!


"Kefirah" tem uma mensagem ousada, que serve de advertência para todos nos. No quesito instrumental, chutes de pedal duplo, baixo destruidor, blastbeats e tudo o que o peso exige!

"Beware The Apostates" é um daqueles exemplos, onde mesmo em meio a todo o furor do metal extremo, guitarrista hábeis sabem dosar aquela parcela melódica nas guitarras, que engrandece ainda mais o som. "Revelation 6" segue esse modelo de desaceleração, sem perder o peso e a qualidade.

Excelente! Em meio a uma fase de "mais do mesmo" no metal/hardcore, vale a pena adquirir esse petardo!

NOTA: 4,5 /5


01. The King Is Coming
02. Shekinah
03. The First Woe
04. Cross Contamination
05. Deathless
06. Man of Sorrows (the Funeral Dirge)
07. The Eye of the Storm Part III
08. Habakkuk
09. Kefirah
10. Beware the Apostates
11. Revelation 6
12. With Lifted Eyes