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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

[Vídeo] Illuminandi - "W Drodze"

Assista abaixo o clipe da música "W Drodze", do álbum "In Via" (2010), da banda polonesa de folk metal Illuminandi.

[Review] Illuminandi - In Via (2010)


Quero aqui emitir uma nota de desculpas, publicamente. Tamanho grau de ignorância é imperdoável, ainda mais em se tratando de uma banda como aIlluminandi. Esse álbum foi lançado no ano passado (2010) e só agora, metade de 2011, fui descobrir a existência dele!

Sim, você deve ter concordado: é um erro absurdo!

Bem, pra quem não conhece, deve estar se perguntando: mas quem é a Illuminandi, afinal? Sabe aquela banda secular de pagan/folk metal Eluveitie? Bem, digamos que Illuminandi e a Holy Blood sejam o equivalente a essa banda, só que no cenário cristão.

"In Via" é o mais novo trabalho (ok, agora já não é tão novo assim, né) desses poloneses, que mesclam um Folk Metal com Gótico e passagens de Death Metal, além de violinos, um clima folk e um vocal que cria um ambiente perfeito para essa viajem musical.

O EP "Illumina Tenebras Meas" já havia me deixado de queixo caído, e aqui parece que os caras se superaram. "In Via" é a visível evolução de uma banda que tem tudo pra ser uma das mais respeitadas dentro de seu estilo - e talvez só não o seja devido à ignorância de mentes fechadas para o metal cristão.

Após a belíssima "Intro", temos a faixa "The Promise" (na minha opinião, a melhor do CD!). Toda a atmosfera medieval aliada ao peso do heavy metal, numa faixa matadora do início ao fim! Música do jeito que poucas bandas sabem fazer.

Em seguida temos a trinca "Poczekalnia", "Cela" e "Wejdz", que dão continuidade à faixa anterior, porém ainda com mais peso.

Após a rápida "Interludium", temos "Reborn" que não deixa a peteca cair e segue com o banquete medieval para guerreiros metálicos de prontidão. Me imagino no meio de um bosque agora, sentado a uma mesa com guerreiros nórdicos ao meu lado, desfrutando de um belo banquete com o Illuminandi num palco de madeira, ao lado, entoando suas belas canções atmosféricas.

A presença de violinos e cello (executados por Antonina Kraszkiewicz eKrzysztof Kawa) em meio ao som meio death metal, é o que dá todo o sabor dessa banda, num jogo de músicas épicas, que poderiam muito bem ser entoadas como gritos numa guerra medieval.

Radoslaw Solek (Malchus) foi uma grande adição ao grupo, com seu incrível gutural, num ótimo entrosamnento com os vocais líricos e gregorianos deAleksander Koziol (guitarra e voz) e Jan Trebacz (guitarra e voz).

A faixa "Illumina Tenebras Meas", que deu nome ao EP anterior da banda, também pode ser destacado.

Em suma, "In Via" é um ótimo álbum. Não é perfeito, mas agradará aos fãs de metal sinfônico, gótico, extreme folk metal e cultura medieval. Um excelente trabalho para ser ouvido a qualquer hora - seja dia ou noite, frio ou quente, sol ou chuva -, pois além de ser diversão garantida, ainda te proporcionará minutos de extrema edificação.

Detalhe: a banda é cristã, mas não protestante e sim católica. Contudo, suas letras são fortemente baseadas na Bíblia e/ou numa visão cristã da vida. Metal de qualidade, acima de tudo.

NOTA: 4/5

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Tracklisting
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1. (00:01:20) Illuminandi – Intro
2. (00:03:43) Illuminandi – The Promise
3. (00:03:51) Illuminandi – Poczekalnia
4. (00:03:14) Illuminandi – Cela
5. (00:04:11) Illuminandi – Wejdz
6. (00:00:29) Illuminandi – Interludium
7. (00:03:24) Illuminandi – Reborn
8. (00:04:54) Illuminandi – Illumina Tenebras Meas
9. (00:03:54) Illuminandi – W Drodze
10. (00:05:41) Illuminandi – … I O Tym Drugim…
11. (00:05:01) Illuminandi – A Blessing
12. (00:03:26) Illuminandi – Outro

invia

Radoslaw Solek – Vocals (Malchus)
Aleksander Koziol – Vocals, Guitar
Jan Trebacz – Vocals, Guitar
Antonina Kraszkiewicz – Violin, Cello
Krzysztof Kawa – Violin
Aleksander Kraszkiewicz – Bass
Janusz Domka – Drums

[Review] Illuminandi - Illumina Tenebras Mea

Quando se fala em black metal no meio cristão, muitas vezes há um preconceito, uma repulsa por este sub-gênero do heavy metal ser o mais extreme e ainda levar a fama de ser o mais satanista, anticristo e blasfemo possível. Bem, toda a regra tem a sua exceção. E o UNblack é uma delas. Não vou dar um sermão aqui sobre o “Rock é de Deus”, mas vou destacar aqui que bandas deste gênero tem a feito sim a diferença no meio cristão, como as bandas Antestor e Slechtvalk.

Bem, o Illuminandi não foge a essa exceção. Essa banda polonesa que mistura um black metal com gótico, formando um metal sinfônico tem um som muito bom e seus vocais também não deixam a desejar. Afinal, além da brutalidade do som, e os vocais extremos, temos violinos. Tem combinação melhor do que heavy metal e violinos? “Jezdziez” abre o álbum com uma bela demonstração dessa mistura e logo o instrumental ligado ao vocal te dá aquela ótima sensação de que um material excelente está nas suas mãos. Muito boa.
Em seguida, já temos a “Czterdziesta Doba”, ainda melhor do que a primeira faixa. Muito bem executada. Instrumental e vocais dão um show nessa faixa, mostrando a grande potencialidade dessa banda. Falando em potencial, o que dizer de “Hymn of All Creation”? Simplesmente sensacional. A faixa inicia com batidas de tambor, ao mesmo tempo em que violinos preparam terreno para uma música extremamente...medieval. O lírico, o erudito, o metal sinfônico em sua essência, transportando o ouvinte a uma viagem pelas Terras Médias. Paz de espírito garantida! (Ah sim, também rola um vocal gutural em alguns momentos – tudo bem dosado).

“Zdrada” começa suave, mansa, com um vocal “quase” ópera. Um tanto melancólica, que em alguns momentos lembram aquelas canções executadas em filmes ou novelas de época mexicana, o que não necessariamente significa algo ruim. Não mesmo. É bacana, e aos 2min16, a suave melodia ganha um peso e o black metal prevalece, com um teclado produzindo o fundo medieval.
“Is Qui Est” é outra que inicia melosa, quase erudita, mas logo aos 29s isso muda, e o gótico cria a sua atmosfera, com um coro feminino típico do gênero. Essa música é realmente mais gótica do que black, mas produz de igual forma um clima mais sombrio que garante a qualidade proposta.

A seguir temos um “repeteco”, digamos assim. As faixas executadas até aqui são novamente executadas, porém substituindo o idioma original polonês pelo inglês, como material bônus, sendo assim: “Jezdziez” (The Rider), “Czterdziesta Doba” (The 40th Days), “Zdrada” (The Betrayal), “Is Qui Est” (Is Qui Est). Curiosamente, a faixa “Hymn of All Creation” é a única que não ganhou versão alternada. Mas pra quem curtiu as músicas originais, não vai se importar em ouvi-las novamente num idioma mais comercial. Pena que são poucas faixas, mas mesmo assim são 00:44:26 bem aproveitados.

NOTA 5/5